FARMACÊUTICOS EM CHOQUE – GOVERNO RECUSA PUBLICAR O DIPLOMA QUE NEGOCIOU COM O SNF Imprimir e-mail
01-Jul-2017

O Sindicato Nacional dos Farmacêuticos (SNF) apresentou ontem no Ministério da Saúde um pré aviso de greve para os próximos dias 18 e 19 de julho e, posteriormente, por tempo indeterminado a partir de 1 de agosto.

Esta greve, a primeira que este sindicato decreta em 20 anos, abrange os farmacêuticos que trabalham nos Serviços da Administração Pública, em concreto para o Ministério da Saúde, e resulta do rompimento unilateral dos compromissos assumidos pelo Governo nas negociações da Carreira Farmacêutica.

Estas negociações tinham sido finalizadas em março de 2017 e resultaram na proposta de um Diploma que implementaria a referida carreira na administração pública, fundamentalmente, no SNS.

No entanto, na passada segunda feira, dia 26 de junho, em reunião no Ministério da Saúde, com a presença do Senhor Ministro da Saúde e do Senhor Secretário de Estado da Saúde, foi dito a este sindicato que, por alteração do posicionamento do Ministério das Finanças em relação à implementação desta carreira, não seria possível ao Ministério da Saúde prosseguir com o processo legislativo que culminaria na publicação do referido Diploma.

A função dos farmacêuticos no SNS é insubstituível em áreas tão críticas quanto as análises clínicas e a genética humana, bem como na aquisição, preparação e distribuição de medicamentos e dispositivos médicos, nomeadamente, medicamentos para o tratamento do cancro e das doenças infeciosas, com elevado impacto orçamental, que precisam de ser geridas por farmacêuticos, enquanto profissionais altamente qualificados.

Vale a pena salientar que da publicação do referido Diploma não resultava qualquer impacto orçamental (condição “sine qua non” imposta pelo Governo), nem nenhuma mais-valia para os farmacêuticos, a não ser a da adequada regulamentação e organização da função. Estas duas vertentes foram plenamente cumpridas na proposta de Diploma que foi acordada e que foi conseguida à custa de elevados sacrifícios dos Farmacêuticos, numa perspetiva de investimento no seu futuro e estabilidade profissional.

Uma vez que ficaram esgotados todos os mecanismos negociais, os Farmacêuticos vêem-se forçados a recorrer à greve e lamentam os inevitáveis prejuízos que esta greve causará aos utentes.

A Direção do Sindicato Nacional dos Farmacêuticos

CONSULTE AQUI O PRÉ AVISO DE GREVE E SERVIÇOS MÍNIMOS 

 

 
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